Félix Carvalho destacou desafios europeus do setor farmacêutico em reunião do EIPG na Ordem dos Farmacêuticos

A sede da Ordem dos Farmacêuticos, em Lisboa, recebeu, no passado dia 15 de maio, uma reunião de alto nível entre o European Industrial Pharmacists Group (EIPG) e representantes de várias organizações europeias do setor do medicamento e da saúde, dedicada aos principais desafios que atualmente marcam o panorama farmacêutico europeu.

A iniciativa integrou o programa da Assembleia Geral do EIPG, que decorreu em Portugal entre os dias 15 e 17 de maio, reunindo cerca de 300 farmacêuticos europeus para debater temas estratégicos relacionados com a indústria farmacêutica, a inovação, a segurança do abastecimento e o acesso dos cidadãos aos medicamentos.

Na reunião participaram representantes da Affordable Medicines Europe, Medicines for Europe, EFPIA, PGEU, EAHP, EAFP, EPSA, GIRP e EALTH, promovendo um espaço de reflexão multidisciplinar sobre os desafios e as oportunidades que impactam o setor farmacêutico europeu.

Em representação da Ordem dos Farmacêuticos e do Pharmaceutical Group of the European Union (PGEU), Félix Carvalho, presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Farmacêuticos, destacou vários desafios estratégicos que impactam diretamente a profissão farmacêutica e a sustentabilidade dos sistemas de saúde europeus.

Entre os principais temas abordados esteve a revisão da legislação farmacêutica europeia, considerada determinante para o futuro da indústria farmacêutica, da inovação e do acesso aos medicamentos. Félix Carvalho sublinhou a importância de acompanhar de perto matérias como os incentivos à inovação, a resiliência das cadeias de abastecimento, a escassez de medicamentos, a informação eletrónica do medicamento (ePI), os requisitos ambientais, a resistência antimicrobiana e os processos de digitalização. Destacou ainda o papel da Ordem dos Farmacêuticos na promoção de iniciativas de formação e capacitação dos farmacêuticos para responder às futuras alterações regulamentares, em estreita articulação com o INFARMED.

Outro dos pontos centrais da intervenção incidiu sobre a necessidade de reforçar a competitividade de Portugal na área da investigação clínica. Félix Carvalho salientou o valor estratégico da indústria farmacêutica, dos medicamentos genéricos e biossimilares e da inovação terapêutica para a sustentabilidade do sistema de saúde. Defendeu igualmente medidas que tornem Portugal mais atrativo para a realização de ensaios clínicos e reforcem o ecossistema nacional de inovação em saúde.

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