Félix Carvalho destacou inovação, qualificação profissional e futuro da validação farmacêutica no iRACI 2026

Félix Carvalho participou no iRACI 2026 – “Beyond the Checklist: Smarter Pharmaceutical Validation”, iniciativa promovida pelo Colégio de Especialidade em Indústria Farmacêutica da Ordem dos Farmacêuticos, que decorreu no dia 15 de maio, em Lisboa, integrada no programa da Assembleia Geral do European Industrial Pharmacists Group (EIPG).

Na sessão de encerramento, Félix Carvalho destacou a transformação que a validação farmacêutica atravessa atualmente, defendendo uma abordagem mais dinâmica, baseada no ciclo de vida dos processos, no conhecimento científico, na avaliação do risco e na tomada de decisão orientada por dados. Sublinhou ainda o impacto crescente das tecnologias digitais, da análise avançada e da inteligência artificial nos sistemas farmacêuticos, permitindo melhorar o conhecimento dos processos, a deteção precoce de desvios e as estratégias de controlo.

Durante a intervenção, salientou também o papel central da indústria farmacêutica na inovação, na produção de evidência científica e na resiliência dos sistemas de saúde, bem como a relevância dos farmacêuticos da indústria na garantia contínua da qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos. Destacou igualmente a importância da função de Pessoa Qualificada, considerando tratar-se de uma das mais elevadas responsabilidades profissionais no setor farmacêutico.

Félix Carvalho sublinhou ainda que, num momento em que o enquadramento regulamentar e profissional desta função continua em evolução, é essencial valorizar profissionais altamente qualificados e assegurar o desenvolvimento contínuo das competências necessárias. Neste contexto, destacou a recente revisão das regras das especialidades farmacêuticas promovida pela Ordem dos Farmacêuticos, incluindo na área da Indústria Farmacêutica, reforçando e tornando esta especialidade mais acessível aos profissionais que pretendam seguir este percurso. Acrescentou ainda que o desenvolvimento profissional contínuo deve ser encarado não apenas como uma responsabilidade individual, mas também como uma prioridade estratégica para a profissão farmacêutica.

Na conclusão da sessão, reforçou a necessidade de fortalecer a colaboração entre indústria, academia, entidades reguladoras e profissionais de saúde, defendendo que só através de uma abordagem colaborativa será possível construir sistemas farmacêuticos mais resilientes, eficientes e preparados para os desafios futuros.

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