O presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Farmacêuticos irá participar na revisão da declaração “The role of pharmacists in reducing harm associated with drugs of abuse”.
A Federação Internacional Farmacêutica (FIP), a maior organização mundial que representa farmacêuticos, cientistas farmacêuticos e académicos da área das ciências farmacêuticas, iniciou o processo de atualização das suas declarações políticas globais. Estas declarações orientam a profissão farmacêutica a nível internacional e influenciam estratégias de saúde pública adoptadas por governos, organismos reguladores e organizações profissionais. A aprovação final dos novos documentos está prevista para agosto de 2026, durante o Congresso Mundial da FIP, no Canadá.
Neste processo estratégico e de elevada responsabilidade, quatro farmacêuticos portugueses foram selecionados para integrar comités especializados responsáveis pela revisão e construção das novas declarações. Entre eles destaca-se Félix Carvalho, presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Farmacêuticos (SNORF) e Professor Catedrático de Toxicologia na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto. Com mais de três décadas de investigação em farmacologia e toxicologia, o especialista foi convidado a participar na revisão da declaração “The role of pharmacists in reducing harm associated with drugs of abuse”, contribuindo com a sua vasta experiência científica e académica no âmbito das substâncias psicoativas e estratégias de redução de riscos.
O que é a FIP e porque é importante integrar estes comités
A Federação Internacional Farmacêutica (FIP) reúne mais de quatro milhões de profissionais de farmácia em todo o mundo através das suas organizações membros. A FIP desempenha um papel determinante na definição de políticas globais relacionadas com práticas farmacêuticas, educação, investigação e saúde pública. As suas declarações políticas são documentos de referência que orientam a evolução da profissão e contribuem para a harmonização internacional de padrões e prioridades na área do medicamento e dos cuidados farmacêuticos.
A participação de farmacêuticos portugueses nos comités de revisão destas declarações representa um reconhecimento da competência científica e profissional nacional e permite:
- Influenciar a formulação de políticas internacionais, assegurando que refletem a realidade e experiência portuguesa;
- Promover a visibilidade e liderança da farmácia portuguesa em temas críticos da saúde pública;
- Contribuir para práticas globais mais seguras, eficazes e baseadas na evidência;
- Reforçar a colaboração com especialistas de todo o mundo, potenciando projetos comuns e desenvolvimento profissional.
A integração de especialistas nacionais, como Félix Carvalho, nestes grupos de trabalho reforça o papel ativo de Portugal na definição das prioridades e orientações da profissão farmacêutica a nível global.